domingo, 21 de novembro de 2010

Compra coletiva, oportunidade e riscos

Para o anunciante, o principal benefício do sistema é a possibilidade de trazer clientes aos quais não teria acesso sem um investimento direto em propaganda


Por Dailton Felipini, Administradores.com.br

O Comércio Eletrônico, ainda em formação, sempre traz novidades interessantes. Algumas dessas novidades se consolidam, como é o caso do Twitter e de outras redes sociais, e outras desaparecem no oceano da Web, como é o caso do Second Life, que gerou muita especulação em seu inicio mas não vingou. Existem várias razões que levam ao sucesso de um novo negócio na Internet, mas aquelas que representam fatores críticos são a facilidade de uso e a geração de benefícios reais aos consumidores.

Em principio o sistema de compra coletiva atende a essas duas necessidades. Ele é simples para o usuário na medida em que requer apenas uma inscrição no site de compra coletiva e a manifestação de interesse em algum produto que esteja em oferta. Ao mesmo tempo, possibilita a aquisição de produtos a um custo sensivelmente menor, com descontos que podem chegar até a 70%, ou mais, do preço normal, o que, sem dúvida, é um benefício real.

Ponto de vista do anunciante

Para o anunciante, o principal benefício do sistema é a possibilidade de trazer clientes aos quais não teria acesso sem um investimento direto em propaganda. Evidentemente a estratégia da divulgação por meio de compra coletiva tem um custo que é representado pelo desconto real oferecido ao cliente mais o percentual da receita pago ao site. Exemplo: uma lanchonete que ofereça um sanduíche com 50% de desconto e pague 40% da receita ao site de compra coletiva, receberá líquidos 30% do valor normal do produto, o que eventualmente é até menor do que o próprio custo de produção. É necessário, portanto, analisar o custo e o retorno obtido com a campanha.

A medida em que os anunciantes conheçam melhor o sistema e possam avaliar com clareza a relação custo/benefício é provável que haja uma diminuição dos percentuais pagos aos sites. A própria concorrência entre os sites de compras coletivas, em numero cada vez maior, facilitará essa diminuição nos preços. Deve-se considerar também o fato de que a marca está sendo exposta na Internet e, principalmente, a possibilidade real de que uma parcela dos compradores, tendo ficado satisfeita com o produto, retorne para novas compras, aumentando assim o retorno da campanha.

Viabilidade da compra coletiva para os novos players

O modelo de negócios utilizado pelos sites de compra coletiva é o de corretagem, uma vez que o site tem como objetivo aproximar o consumidor do anunciante, facilitar a transação e receber uma comissão por esse serviço. Eu tenho recebido muitas consultas sobre a perspectiva desse novo segmento de negócios e, devido às razões citadas acima, acredito que a compra coletiva veio para ficar, mas é importante ressaltar alguns fatos que tornam o risco para o investidor expressivo. Em primeiro lugar o mercado já está ocupado por grandes e médios players.

Um exemplo é a empresa Groupon, uma das primeiras a investir neste novo segmento nos Estados Unidos em 2008, com valor de mercado de cerca de 1,2 Bilhão de dólares, e que já está competindo no Brasil com a marca Clube Urbano. Além disso, mais de uma dúzia de empresas já estão estabelecidas e outros players, grandes e pequenos, continuam entrando. É fato que o mercado brasileiro tem um grande potencial de crescimento, particularmente neste setor, mas isso não significa que esse grande volume de clientes vá se distribuir entre um grande número de players.

O que geralmente ocorre no mercado eletrônico, após a consolidação de um segmento, é um forte líder seguido a distância por um grupo de concorrentes também com poder de fogo e uma quantidade maior de pequenos que encontraram um diferencial competitivo que os permitiu atrair clientes. Uma possível estratégia para o pequeno empreendedor seria encontrar nichos específicos de produtos com forte demanda e focar exclusivamente nestes produtos. Assim a marca teria chance de ser conhecida pelo mercado como referencia em determinado nicho e sobreviver, ou ser comprada futuramente por um dos grandes players, o que também pode ser um excelente negócio.

O grande fato positivo trazido pela compra coletiva é que esse sistema deve trazer mais consumidores para o e-commerce e impulsionar ainda mais o volume de compras que já cresce, no Brasil, a taxas entre 30% e 40% ao ano desde 2001.

Dailton Felipini - mestre e graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo. Consultor especialista em e-commerce, autor do livro EMPREENDEDORISMO NA INTERNET e editor do site www.e-commerce.org.br. 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Acesso a sites de desconto triplica no Brasil


Portais de compra coletiva dão bônus para grupos específicos de internautas

Getty Images
Getty Images


O número de usuários sites de compras coletivas, em que um grupo de internautas ganha descontos para produtos e serviços, mais que triplicou em três meses no Brasil. Em setembro deste ano, 5,6 milhões de pessoas acessaram esses portais de casa ou do trabalho, contra 1,7 milhão em junho, um aumento de cerca de 230%. Os dados são do Ibope Nielsen Online.
A forma de operação desses sites é bem parecida. Para participar, o usuário precisa se cadastrar. Cada oferta só é ativada depois que é atingido o número mínimo de interessados, que, em geral, varia de acordo com cada promoção. Caso a cota mínima não seja preenchida, o dinheiro é devolvido. Após comprar um serviço, cada usuário recebe um cupom (voucher) que deverá ser impresso e apresentado no estabelecimento comercial.
Como o serviço é gratuito, os sites ganham uma comissão em cada compra fechada.
De acordo com o Ibope, os internautas de 25 a 34 anos representam a maior parte dos usuários desse tipo de site (38,3%), seguidos pelos usuários da faixa etária entre 35 e 49 anos (29,3%), e de 18 a 24 anos (13,2%). 53,8% dos consumidores são homens e 46,2% são mulheres.
Os sites de compra coletiva são uma nova tendência no mundo do comércio eletrônico, que explodiu nos Estados Unidos em 2009 e chegou ao Brasil neste ano.

Boa noite, pessoal!

Reproduzindo, com os devidos créditos, a reportagem acima. Originalmente no Portal R7.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Procurando uma definição...

Olá, amigos de compras!
Após o post inicial, uma mera apresentação, é hora de colocarmos a mão na massa. Antes de mais nada, o que é considerado um site de compra coletiva?
Para isso, vou usar como referência esta definição dada pelo site “agregador” de compras coletivas SaveMe:

A compra coletiva é um modelo de e-commerce que promove descontos incríveis em vários estabelecimentos quando um número mínimo de pessoas demonstra interesse de compra. Se este número mínimo for atingido no prazo estipulado pelo site, a oferta é ativada e você recebe seu cupom virtual. Basta imprimi-lo e levá-lo ao estabelecimento.”

Ok...  tirando um toque comercial aí presente, temos uma definição bem realista do que é, de verdade, a compra coletiva. Porém, eu gostaria de uma definição mais completa, menos comercial. Alguém se habilita a ajudar?
Acho que ninguém ainda lê (se é que ainda vai ter alguém que leia) este blog, então vou aos poucos reforçando os estudos para tentar uma definição mais adequada para sites de compras coletivas.

sábado, 30 de outubro de 2010

Inaugurando o blog!

Olá a todos!

Bom, antes de mais nada,  sejam bem vindos!
Você, provavelmente, é um dos consumidores (como eu) desta ainda novidade: os sites de compra coletiva.
Se não faz ideia do que é e veio para aqui por alguma pesquisa no Google, espero poder ajudar, com os posts que virão, a tirar algumas dúvidas que possam passar pela cabeça antes de alguma compra. E aí, peço licença se acabar fazendo algum tipo de propaganda por escrever e falar sobre sites como Peixe Urbano, Imperdível, Click On, Group On, Deu Samba, Clube Urbano e muitos outros que existem Brasil afora e outros tantos que ainda virão, afinal, o negócio é um sucesso e promissor. Até a maturação deste tipo de negocio, muitos ainda vão surgir e será preciso ficar atento à idoneidade, tanto do site de compra coletiva quanto de quem oferecec os serviços por meio deles.

Pretendo falar um pouco das experiências que tive, momentos legais, dúvidas,  inseguranças, passeios,  enfim,  tudo aquilo de bom ou ruim que tiver relacionado nas relações de consumo que vivi com os sites de compras coletivas. E adianto que não foi pouca coisa,  já comprei muitos cupons por estes sites, e penso que posso ajudar  um pouco as pessoas com isso.

Além das experiências pessoais,  pretendo falar sobre este assunto propriamente dito, afinal, a bibliografia é quase zero... acaba sendo mais reportagens de sites, revistas e jornais de grande circulação, do que estudos especializados.